Bom dia de novo meus queridos leitores!
Hoje to inspirado para escrever!
Mas agora é mais sério...
Outro dia fui pra balada!!
Mas não era uma balada comum, era um encontro de pessoas muuuito
especiais!
Era um encontro de pessoas que tem disforia de gênero. Estou fazendo um trabalho sobre isso na facul, porque uma menina da minha sala tem, e resolvemos fazer este trabalho sobre essas pessoas tão injustiçadas e rotuladas também.
Mas, afinal de contas, o que é isso?
Bom, vou explicar... Disforia de gênero é quando uma pessoa nasce com um sexo (corpo) mas tem o psíquico de outro. A Gi Rocha, por exemplo, nasceu com corpo e identidade de homem, mas sempre teve o psíquico (pensamentos, sentimentos e ações) de uma mulher. Pra vocês terem uma noção, a Roberta Close teve este problema também (e é uma gata, eu comeria, vocês não?).
Não se trata de simples homossexualidade, mas sim de uma questão séria de gênero. É aí que está o absurdo preconceito, as pessoas as rotulam de simples gays, travestis, bichonas, e todas as palavras chulas de preconceito e rotulação que infelizmente, em pleno século XXI, os homossexuais sofrem.
No caso dessas pessoas, não são homossexuais, são heterossexuais mas com um problema de gênero. Inclusive, a Gi Rocha tem um namorado que não é Gay, mesmo porque ela não é um gay, e sim uma mulher MTF (malle to Femalle), e é muuuito fofa!! São feitos tratamentos com hormônio para que parem de crescer pelos pelo corpo e, depois de mais ou menos dois anos, elas conseguem fazer a operação de troca de sexo.
Mas o que eu fiquei mais pasmo ainda, foram com os homens FTM (Femalle to Malle), ou seja, as pessoas que nasceram como mulheres, com corpo e identidade de mulheres, mas com psíquico de homem. Nossa, conheci dois caras que já tão fazendo o tratamento a mais tempo e é perfeito!
Cheguei a tocar no rosto de um deles (já que eu não enxergo, certo?) e eles têm barba e tudo! É uma pele grossa, sabem, pele de homem, não pele fininha e delicada como a pele de uma mulher. No caso deles, ainda não tem operação de troca de sexo no Brasil, e é muito mais complicada do que a de uma mulher MTF, porque, como um deles mesmo falou pra mim, tirar o que já tem é fácil, difícil é colocar o que não tem!
Mas no caso deles, quando estão em fase de tratamento e transição corporal (já que depois não dá pra perceber, até minha mãe viu as fotos e disse que realmente não dá pra perceber), eles são rotulados como sapatonas assumidas, homossexuais; mas todos os homens que conheci lá, assim como as mulheres, eram hétero, inclusive os homens levaram suas esposas (que não são disfóricas) para a balada.
Esse preconceito que rola é um completo absurdo!
Eu que também às vezes sou alvo dele (no meu caso é mais disfarçado e hipócrita), também to nessa luta com vocês!
Afinal de contas, temos que lutar contra o preconceito e a ignorância de muita gente, ainda mais das mais perigosas, as hipócritas, que se dizem a favor mas no fundo querem nos ver bem longe, ou se dizem amigos e ficam, no meu caso, me tachando de coitadinho, pensando que não posso fazer nada. Porra, é foda, caralho!
Mas voltando para o foco da postagem, gente, vocês são muuuito legais, vamos marcar outra balada tá!
Abs e bjs a todos!
domingo, 5 de abril de 2009
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